Olá, amigos leitores!
Diante do imenso trabalho que abarrota minha mesa.
Terei de deixar o blog em estado de hibernação.
Ou seja, suspenderei temporariamente as postagens.
Por enquanto, nada de aventuras novas ou o prometido volume número II de Hylana nas terras de Lhu. Apesar do número II já estar escrito. Existe a necessidade de revisar os capítulos, trabalho que exige certo tempo. Tempo que no momento não disponho.
Peço aos amigos que acompanhem o meu blog - Museu do Terror - este estará na ativa.
Se possível não esqueçam de seguir também o Museu. Quem ainda não o segue, é claro.
Pois, quando eu postar novamente por aqui farei um comunicado de retorno por lá.
Basta clicar no link abaixo para ser direcionado ao Museu do Terror:
http://museudoterror.blogspot.com
Para ler o Volume I de Hylana nas Terras de Lhu completo basta acessar o site da Multiversos.
http://terrasdelhu.multiversos.net/apresentacao.php
Agradeço imensamente a compreensão e a visita sempre presente dos amigos.
Um grande abraço!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Nova aventura
Estou atrasado com os meus compromisso aqui nas Terras de Lhu. Prometo no domingo começar a postagem de uma nova aventura. Ao final da próxima aventura começo a postar o Volume II de Hylana nas Terras de Lhu, posso adiantar que vai iniciar ao modo das histórias de terror e não fantasia. Melhor não entregar o ouro assim tão cedo, logo postarei os novos episódios.
Um abraço aos amigos leitores, em breve tiro a poeira do blog.
Um abraço aos amigos leitores, em breve tiro a poeira do blog.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Promoção: ganhe um exemplar do Dráculea
Veja o post do Museu do Terror para participar da Promoção.
Acesse o link:
http://museudoterror.blogspot.com
Um abraço!
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Um abraço!
domingo, 23 de agosto de 2009
Capítulo 13
Seu voo noturno foi fantástico. Era a primeira vez que via Gigamir daquela perspectiva. Manipulou suas asas artificiais de forma que pousasse bem perto do sobrado do contratante. Em um beco vazio, a não ser por entulhos e ratos bem alimentados, pousou sem maiores dificuldades.
O sobrado de Tull estava muito próximo. Não havia mais ninguém circulando pelas ruas àquela hora, talvez um ou outro mendigo, até mesmo os marginais estavam dormindo. O horário da maracutaia estava encerrado. Ao menos para alguns desses malandros. Porém, bandidos mais sofisticados, feitos a elfa, não tinham hora para colocar as diversas artimanhas em jogo.
Enfim, Sulth chegou à casa de Tull. Quando ela bateu a porta, o homem-javali a abriu. Seus olhos negros brilharam ao ver a relíquia que ela trazia:
— Entre, elfa! Entre logo!
Sulth entrou no sobrado:
— Está aqui o que você queria!
Ela entregou a cabeça para a criatura ambiciosa. Tull gargalhou.
— Morto! Finalmente. Esse maldito mereceu.
— O pagamento, onde está?
— Espere aqui. Vou buscar lá em cima.
Tull não demorou muito para trazer um grande saco de couro com moedas. Quando sua euforia diminuiu, perguntou com alguma curiosidade:
— E os gigantes?
— Um deles encheu a cara e não conseguiu nos acompanhar. E o outro, acho que o nome era Gotham, morreu lutando contra os seguranças de Tullging.
— Entendo.
Tull sem se importar com o que realmente teria acontecido com os gigantes entregou o pagamento para a elfa.
— Se precisar de serviço me procure — disse o homem-javali.
— Vou sumir por uns tempos. Antes de ir embora gostaria de saber uma coisa.
Tull acendeu um charuto:
— Pergunte!
— O que você vai fazer com a cabeça?
— Vou dar para os meus cães. Gosto mesmo é daquele olho de pedra! Não é fantástico?
Sulth não disse nada. Ela virou as costas e foi embora com o pagamento.
*Dia 05/09 início de nova aventura nas Terras de Lhu.
O sobrado de Tull estava muito próximo. Não havia mais ninguém circulando pelas ruas àquela hora, talvez um ou outro mendigo, até mesmo os marginais estavam dormindo. O horário da maracutaia estava encerrado. Ao menos para alguns desses malandros. Porém, bandidos mais sofisticados, feitos a elfa, não tinham hora para colocar as diversas artimanhas em jogo.
Enfim, Sulth chegou à casa de Tull. Quando ela bateu a porta, o homem-javali a abriu. Seus olhos negros brilharam ao ver a relíquia que ela trazia:
— Entre, elfa! Entre logo!
Sulth entrou no sobrado:
— Está aqui o que você queria!
Ela entregou a cabeça para a criatura ambiciosa. Tull gargalhou.
— Morto! Finalmente. Esse maldito mereceu.
— O pagamento, onde está?
— Espere aqui. Vou buscar lá em cima.
Tull não demorou muito para trazer um grande saco de couro com moedas. Quando sua euforia diminuiu, perguntou com alguma curiosidade:
— E os gigantes?
— Um deles encheu a cara e não conseguiu nos acompanhar. E o outro, acho que o nome era Gotham, morreu lutando contra os seguranças de Tullging.
— Entendo.
Tull sem se importar com o que realmente teria acontecido com os gigantes entregou o pagamento para a elfa.
— Se precisar de serviço me procure — disse o homem-javali.
— Vou sumir por uns tempos. Antes de ir embora gostaria de saber uma coisa.
Tull acendeu um charuto:
— Pergunte!
— O que você vai fazer com a cabeça?
— Vou dar para os meus cães. Gosto mesmo é daquele olho de pedra! Não é fantástico?
Sulth não disse nada. Ela virou as costas e foi embora com o pagamento.
*Dia 05/09 início de nova aventura nas Terras de Lhu.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Capítulo 12
A cabeça inerte de Tullging jazia no chão. A elfa agarrou o prêmio por uma das orelhas peludas.
— Nos encontramos no sobrado de Tull. Ou então, em outra vida — disse a elfa para o gigante.
Sem problema algum em sua consciência, Sulth abandonou Gotham a própria sorte. A mulher élfica pulou da janela da torre. Afastou uma perna da outra e os braços de perto das costelas em plena queda livre. Manteve o corpo ereto. Com esses movimentos um mecanismo foi acionado e asas artificiais surgiram abaixo de suas axilas e entre as coxas. O material que usava era bem peculiar, consistia de um metal maleável e também de um tecido leve confeccionado em Arakas. Planou como se fosse um dos lagartos voadores da Floresta dos Desejos no céu noturno de Gigamir.
Gotham praguejou. Sulth não escutou os impropérios que o colega esbravejava. Mas pôde ouvir o tilintar de armas. A partir daquela barulheira teve condições de imaginar que uma luta ferrenha teve inicio na sala de jantar de Tullging. Era bem provável que Gotham não escapasse, dependendo do número de guardas do homem-javali. Mesmo assim, ela não queria arriscar. O quanto antes chegasse no sobrado de Tull seria melhor. Pois, não queria dividir com mais ninguém as oitocentas e cinqüenta moedas restantes de ouro que aguardavam os criminosos após a realização da tarefa.
— Nos encontramos no sobrado de Tull. Ou então, em outra vida — disse a elfa para o gigante.
Sem problema algum em sua consciência, Sulth abandonou Gotham a própria sorte. A mulher élfica pulou da janela da torre. Afastou uma perna da outra e os braços de perto das costelas em plena queda livre. Manteve o corpo ereto. Com esses movimentos um mecanismo foi acionado e asas artificiais surgiram abaixo de suas axilas e entre as coxas. O material que usava era bem peculiar, consistia de um metal maleável e também de um tecido leve confeccionado em Arakas. Planou como se fosse um dos lagartos voadores da Floresta dos Desejos no céu noturno de Gigamir.
Gotham praguejou. Sulth não escutou os impropérios que o colega esbravejava. Mas pôde ouvir o tilintar de armas. A partir daquela barulheira teve condições de imaginar que uma luta ferrenha teve inicio na sala de jantar de Tullging. Era bem provável que Gotham não escapasse, dependendo do número de guardas do homem-javali. Mesmo assim, ela não queria arriscar. O quanto antes chegasse no sobrado de Tull seria melhor. Pois, não queria dividir com mais ninguém as oitocentas e cinqüenta moedas restantes de ouro que aguardavam os criminosos após a realização da tarefa.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Capítulo 11
O gigante seguiu a frente de Sulth. Depois de longos minutos de escalada, ele estacou no penúltimo andar. A janela pela qual Gotham espionava estava iluminada. No aposento, o homem-javali estava jantando na companhia de duas fêmeas de sua espécie. O olho de pedra vermelho, que Tullging usava, tinha um brilho constante e maravilhoso.
Gotham fez sinal para que Sulth invadisse o andar de baixo. Os dois tinham uma série de códigos a que já estavam acostumados, mesmo naqueles poucos meses em que se conheciam. Nem um transeunte viu aquelas figuras sorrateiras. E talvez, se alguém tivesse os visto, o mais provável é que não teria dado a mínima importância para o caso. Gigamir era quase uma cidade sem lei depois que a imperatriz hasteou a bandeira imperialista de Carmal sobre eles.
Sulth invadiu sozinha a torre depois de constatar que a janela do antepenúltimo andar não estava fechada.
— Luz! — disse a elfa ao mesmo tempo em que abriu um bolso de seu casaco.
Mariposas vermelhas e fluorescentes voaram em círculos ordenados. Os insetos iluminaram o aposento quase vazio. Não havia nada de interessante por ali. Apenas uma cama de madeira e um colchão velho sobre ela. Adiante uma porta se revelou pela luminosidade vermelha que os insetos emitiam.
Sulth abriu furtivamente a porta e avistou a escadaria da torre. Com cautela subiu passo a passo os degraus. No andar superior, de uma das duas portas que existiam, escutou o barulho de gargalhadas grotescas. Pelo seu senso de orientação não teve dúvida alguma, aquela era a sala que Gotham espionava. Antes de uma investida arrojada, a elfa olhou pelo buraco da fechadura. Pôde ver o olho vermelho de Tullging brilhando. A criatura acariciava o ombro de uma gorda mulher-javali.
A elfa concluiu que sua melhor arma naquele instante era a surpresa. Invadiu a sala de repente. Sacou seu punhal e arremessou contra o alvo. Um grito estridente de dor escapou da garganta de Tullging. A ponta afiada da faca havia penetrado seu peito.
No instante em que Tulging colocava uma das mãos sobre o punhal, Gotham pulou pela janela dentro da sala. As duas fêmeas grunhiram de ódio. O gigante as espancou sem ao menos dar um aviso qualquer de ameaça. Sulth correu até Tullging e antes que ele pudesse retirar o punhal do seu corpo ferido, a elfa empurrou a lâmina da arma até o cabo. Perplexo, Tullging urrou mais uma vez, seu coração parou de bater, e o olho de pedra que outrora brilhava amainou consideravelmente o brilho.
Uma das fêmeas-javali ficou estirada no chão perdendo muito sangue de ferimentos no rosto. A outra, cambaleando, conseguiu fugir da sala de jantar. Gritou por auxílio.
O corpo do homem-javali permanecia sentado a sua cadeira estofada. Sulth arrancou o punhal do coração da vítima.
— Vamos embora daqui! Corte a cabeça de Tullging, Gotham! — ordenou a elfa.
O gigante escutou diversos passos subindo as escadarias próximas. Sem titubear cumpriu as ordens da colega. Um golpe preciso de machado foi suficiente para que a cabeça fosse arrancada do tronco em uma fração de segundo. Sangue espirrou para todos os lados.
Gotham fez sinal para que Sulth invadisse o andar de baixo. Os dois tinham uma série de códigos a que já estavam acostumados, mesmo naqueles poucos meses em que se conheciam. Nem um transeunte viu aquelas figuras sorrateiras. E talvez, se alguém tivesse os visto, o mais provável é que não teria dado a mínima importância para o caso. Gigamir era quase uma cidade sem lei depois que a imperatriz hasteou a bandeira imperialista de Carmal sobre eles.
Sulth invadiu sozinha a torre depois de constatar que a janela do antepenúltimo andar não estava fechada.
— Luz! — disse a elfa ao mesmo tempo em que abriu um bolso de seu casaco.
Mariposas vermelhas e fluorescentes voaram em círculos ordenados. Os insetos iluminaram o aposento quase vazio. Não havia nada de interessante por ali. Apenas uma cama de madeira e um colchão velho sobre ela. Adiante uma porta se revelou pela luminosidade vermelha que os insetos emitiam.
Sulth abriu furtivamente a porta e avistou a escadaria da torre. Com cautela subiu passo a passo os degraus. No andar superior, de uma das duas portas que existiam, escutou o barulho de gargalhadas grotescas. Pelo seu senso de orientação não teve dúvida alguma, aquela era a sala que Gotham espionava. Antes de uma investida arrojada, a elfa olhou pelo buraco da fechadura. Pôde ver o olho vermelho de Tullging brilhando. A criatura acariciava o ombro de uma gorda mulher-javali.
A elfa concluiu que sua melhor arma naquele instante era a surpresa. Invadiu a sala de repente. Sacou seu punhal e arremessou contra o alvo. Um grito estridente de dor escapou da garganta de Tullging. A ponta afiada da faca havia penetrado seu peito.
No instante em que Tulging colocava uma das mãos sobre o punhal, Gotham pulou pela janela dentro da sala. As duas fêmeas grunhiram de ódio. O gigante as espancou sem ao menos dar um aviso qualquer de ameaça. Sulth correu até Tullging e antes que ele pudesse retirar o punhal do seu corpo ferido, a elfa empurrou a lâmina da arma até o cabo. Perplexo, Tullging urrou mais uma vez, seu coração parou de bater, e o olho de pedra que outrora brilhava amainou consideravelmente o brilho.
Uma das fêmeas-javali ficou estirada no chão perdendo muito sangue de ferimentos no rosto. A outra, cambaleando, conseguiu fugir da sala de jantar. Gritou por auxílio.
O corpo do homem-javali permanecia sentado a sua cadeira estofada. Sulth arrancou o punhal do coração da vítima.
— Vamos embora daqui! Corte a cabeça de Tullging, Gotham! — ordenou a elfa.
O gigante escutou diversos passos subindo as escadarias próximas. Sem titubear cumpriu as ordens da colega. Um golpe preciso de machado foi suficiente para que a cabeça fosse arrancada do tronco em uma fração de segundo. Sangue espirrou para todos os lados.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Capítulo 10
A torre semelhante a um cano ia se afunilando desde a sua base até o topo. Sulth olhou para cima quase ficando com torcicolo, a edificação tinha mais ou menos uns cento e vinte metros de altura. A coloração quase rosada dos tijolos se misturava ao limo que crescia na base da torre. Não poderiam, obviamente, invadir o lugar pela grande porta principal. Por sinal a única entrada do lugar, excetuando-se as primeiras janelas que ficavam a trinta metros de altura do chão. Puderam ver luzes acesas apenas dos dois últimos andares.
— Só nos resta escalar! — disse Sulth para o gigante.
— Não há problema! Já sabíamos disso.
— Onde está o material?
— Está aqui — de um dos seus bolsos, Gotham tirou um saquinho com uma pasta escura e gosmenta. — Esfregue bem nas mãos e na sola das botas.
— Não precisa me ensinar. Eu sei como se faz!
Escondidos pela sombra da torre ao lado de um sobrado os dois se prepararam. Sulth e o gigante besuntaram as mãos e a sola das botas com aquela coisa pegajosa.
— Esse treco foi uma das melhores coisas que roubamos daquele velho feiticeiro caduco em Carmal — disse Sulth.
— Tem razão. Pena que está acabando.
— Teremos dinheiro suficiente pra comprarmos mais um carregamento disso depois que assaltarmos esse Homem-javali.
Os dois começaram a escalar a torre. O item mágico lhes dava incrível aderência ao tocar nas pedras da edificação. Pareciam lagartixas subindo a parede.
— A noite está perfeita pra esse tipo de passeio — disse Gotham realizado.
— Quanto mais escura a noite melhor!
— As nuvens estão ocultando a fase cheia de Luniar. Nada mais interessante pra um ladrão.
— E assassinos, não esqueça! É o que você é.
— Quem pode se dar o luxo de não ser um fora-da-lei nas Terras de Lhu?
— Poucos meu caro. Observe bem as janelas pelas quais vamos passar. Só entraremos na torre depois de avistarmos Tullging.
— Certo, madame — disse Gotham com sarcasmo.
— Só nos resta escalar! — disse Sulth para o gigante.
— Não há problema! Já sabíamos disso.
— Onde está o material?
— Está aqui — de um dos seus bolsos, Gotham tirou um saquinho com uma pasta escura e gosmenta. — Esfregue bem nas mãos e na sola das botas.
— Não precisa me ensinar. Eu sei como se faz!
Escondidos pela sombra da torre ao lado de um sobrado os dois se prepararam. Sulth e o gigante besuntaram as mãos e a sola das botas com aquela coisa pegajosa.
— Esse treco foi uma das melhores coisas que roubamos daquele velho feiticeiro caduco em Carmal — disse Sulth.
— Tem razão. Pena que está acabando.
— Teremos dinheiro suficiente pra comprarmos mais um carregamento disso depois que assaltarmos esse Homem-javali.
Os dois começaram a escalar a torre. O item mágico lhes dava incrível aderência ao tocar nas pedras da edificação. Pareciam lagartixas subindo a parede.
— A noite está perfeita pra esse tipo de passeio — disse Gotham realizado.
— Quanto mais escura a noite melhor!
— As nuvens estão ocultando a fase cheia de Luniar. Nada mais interessante pra um ladrão.
— E assassinos, não esqueça! É o que você é.
— Quem pode se dar o luxo de não ser um fora-da-lei nas Terras de Lhu?
— Poucos meu caro. Observe bem as janelas pelas quais vamos passar. Só entraremos na torre depois de avistarmos Tullging.
— Certo, madame — disse Gotham com sarcasmo.
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